
Autora: Marcia Torelli de Castro - Coordenadora da Qualidade e Segurança do Paciente
Abril pela Segurança do Paciente
Neste mês, várias ações devem ser realizadas nas instituições de saúde com o objetivo de desenvolver a cultura de segurança, por meio da disseminação das metas internacionais de segurança do paciente, sua aplicabilidade no dia a dia, reduzindo assim os riscos assistenciais para os pacientes atendidos nas instituições.
Em 2013, há 13 anos, o Ministério da Saúde publicou a Portaria nº 592, criando o Programa Nacional de Segurança do Paciente, passo essencial na tentativa de reduzir riscos e danos nos serviços de saúde.
O PNSP deve abordar a identificação e avaliação de riscos, o desenvolvimento de protocolos e diretrizes, treinamento e educação, coleta de dados e monitoramento e, por fim, a busca da melhoria contínua.
A RDC nº 36 da ANVISA complementou a portaria, determinando a criação dos Núcleos de Segurança do Paciente (NSP), a notificação de eventos adversos e a adoção dos protocolos de segurança.
Mais do que o cumprimento da exigência legal, garantir a segurança do paciente é um compromisso ético. A adesão às normas protege vidas e melhora a qualidade da assistência.
Abril pela Segurança do Paciente, mais que uma campanha, é um chamado. O tema de 2026 é: qualidade, segurança e vidas protegidas: compromisso permanente, reforçando que não há qualidade sem segurança, sem sistemas estruturados, cultura organizacional e lideranças fortes.
Desenvolver estratégias de engajamento tem sido o trabalho incansável do NSP. Todo profissional de saúde sabe que a qualidade do cuidado prestado é essencial para o bem-estar e a recuperação dos pacientes. E, para garantir essa qualidade, é fundamental acompanhar de perto os indicadores de qualidade assistencial.
Dessa forma, desenvolvemos painéis de gestão à vista, implantamos a Reunião de Qualidade, que visa à discussão dos indicadores com envolvimento da equipe assistencial, sistema de notificação eletrônico e anônimo, além de eventos que visam ao engajamento das equipes para o fortalecimento da cultura de segurança.
Finalizando: qualidade não é feita apenas pelo NSP, mas por cada um que assiste direta ou indiretamente o paciente.
