Promotor de Justiça visita o Escolástica Rosa

Visita aconteceu a convite da provedoria da Santa Casa de Santos.

Na última terça-feira, dia 20 de outubro, o provedor da Santa Casa de Santos, Ariovaldo Feliciano, e o vice provedor, Cacá Teixeira, estiveram no Escolástica Rosa para apresentar o imóvel ao Promotor de Justiça, Dr. Adriano Andrade de Souza.

A visita do Promotor aconteceu a convite do provedor, e teve início com uma apresentação de registros fotográficos mostrando as condições de degradação e abandono que a equipe da Santa Casa de Santos encontrou o imóvel, na ocasião em que o Estado fez a entrega das chaves, em agosto de 2019. A explanação foi feita pelo superintendente Augusto Capodicasa, que lembrou a quantidade de entulho retirado, após um trabalho forte realizado pelo mutirão de funcionários do hospital. “Foram retiradas cerca de 300 caçambas de entulho e vegetação”.

Atualmente, para manter a conservação da limpeza e manutenção dos jardins, a Santa Casa mantém uma equipe permanente no imóvel, além de segurança 24 horas. Periodicamente, funcionários do Departamento de Manutenção Geral realizam vistoria. Capodicasa também falou do controle de pragas que tem sido feito, devido às infestações de pombos e cupins. Para isso, a instituição contratou uma empresa especializada no assunto.

Foram apresentadas ao Promotor as empresas que já estão trabalhando no local. A empresa “Cortes & Cia”, que está realizando a descupinização da área, a empresa de Arqueologia “Arqueoenvironment Consultoria Ambiental”, que está fazendo o estudo e levantamento do patrimônio histórico, e as equipes de manutenção geral da Santa Casa de Santos, que já realizaram a desinfecção e limpeza do terreno, e têm promovido reformas pontuais na estrutura física.

Após a apresentação, foi realizada a visita por todo o imóvel, a começar pela entrada principal, onde pôde ser visto um enorme cupinzeiro que cresceu logo acima da porta. Na chamada “sala do diretor” foi possível mostrar uma parte da pintura artística que foi coberta por diversas camadas de tinta usadas nas paredes, sem nenhum cuidado com o valor histórico. O achado foi feito pelo arqueólogo Manoel Gonzalez, que tem trabalhado no local. Segundo Gonzalez, tratam-se de afrescos, mas ainda não é possível dizer em qual período teriam ocorrido as descaracterizações. Em algumas salas, azulejos brancos, daqueles bem populares, tomaram conta de todas as paredes.

No chão do hall de entrada, nota-se que os pisos originais foram trocados por granitina, restando apenas uma pequena parte do que poderia ter sido o piso do passado, supostamente preservado por ter ficado escondido embaixo de algum móvel.

Do espaço dos fundos do terreno, em melhor estado está somente a Capela, datada de 1939, construída bem depois do casarão principal (janeiro de 1908). Diga-se melhor, em termos de riscos de desabamento, pois a mesma encontra-se infestada de cupins e umidade.

Por fim, o provedor Ariovaldo Feliciano e o vice provedor Cacá Teixeira, manifestaram ao Promotor, Dr. Adriano Andrade de Souza, a vontade de resgatar todo o valor da propriedade e abrir para a sociedade santista conhecer a riqueza histórica do lugar. A ideia é buscar parcerias com a iniciativa privada, para investir no espaço em atividades que envolvam cultura, lazer e educação, e assim restaurar o imóvel e fazer cumprir o desejo de João Octávio dos Santos.

Curiosamente, a visita aconteceu na mesma data em que se completam 113 anos que os restos mortais de João Octávio foram depositados na base do monumento que retrata o benemérito, erguido no pátio central do casarão. Na época, 20/10/1907, Júlio Conceição, testamenteiro e amigo de João Octávio, diria que “a memória do saudoso João Octávio dos Santos está perenemente ali, como merece, rodeada de folhagens e flores, encerrando os seus despojos mortaes, que tive o honroso e imprescindível dever de velar por algum tempo em meu poder”.(*)

*Fonte: Blog Memória Santista

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