Cirurgia robótica de Cabeça e Pescoço na Santa Casa de Santos

Procedimento para ressecção de lesão na base da língua por via robótica representa novo momento para a saúde da Baixada Santista.

O Centro Robótico da Santa Casa de Santos realizou mais um procedimento inédito na região, mas agora na especialidade de Cirurgia de Cabeça e Pescoço. A médica cirurgiã, Drª. Sílvia Miguéis Picado Petrarolha, realizou a ressecção de uma lesão na base da língua por via robótica, no dia 19/2/22. Esta foi a primeira vez que um procedimento da especialidade acontece na Baixada Santista utilizando a tecnologia cirúrgica mais avançada do mundo.

Segundo a Drª. Sílvia Picado, pelo método convencional o mesmo procedimento poderia demandar cerca de 4 horas, entretanto, pela técnica da robótica, em apenas 1h40 o ato cirúrgico estava finalizado.

“Fiz o curso de robótica nos Estados Unidos em 2019, e nunca imaginei que iria aplicar a técnica na minha cidade e, justamente, na nossa querida Santa Casa de Santos. Foi uma satisfação enorme e muito emocionante para toda equipe”, declara a cirurgiã. “Para a Cirurgia de Cabeça e Pescoço, o robô vai viabilizar cirurgias bem mais curtas, com menos morbidades para o paciente, e um pós-operatório muito mais tranquilo”, completa.

A paciente que foi operada no dia 19, teve alta no mesmo dia da cirurgia, sem dor e nenhum sinal de sangramento, e considerou o procedimento excelente, assim como o pós-operatório.

Cirurgia de Cabeça e Pescoço por via robótica

De acordo com o cirurgião de Cabeça e Pescoço e diretor médico da Santa Casa de Santos, Dr. Rogério Dedivitis, a cirurgia robótica é indicada principalmente para tumores da orofaringe e da parte mais alta da laringe, que é a chamada laringe supraglótica, principalmente tumores não avançados desta região.

Muitas vezes a exposição pelos outros métodos não é a mais adequada, porém a robótica permite avançar nesta exposição e fazer a remoção desses tumores, evitando a realização da radioterapia.

No caso de tumores da base da língua, e das amigdalas, a realização da robótica evita o acesso mais agressivo, no qual tem que se fazer uma mandibulotomia, ou seja, cerrar o osso e a amigdala. Isso representa uma economia no sentido de não utilizar placas de reconstrução, que são muito mais caras que o robô, e uma evolução extremamente favorável para o paciente, que terá uma internação mais curta, e um tempo anestésico e cirúrgico menor.  Frequentemente, quando se faz a robótica ao invés do acesso aberto convencional, se evita até a realização da traqueostomia de proteção.

Quanto à indicação de cirurgia robótica para casos não oncológicos na região da cabeça e pescoço, o método também pode ser utilizado para o tratamento cirúrgico do ronco e apneia obstrutiva do sono.

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