“Saúde e seu financiamento pelo SUS” foi tema de evento virtual promovido pelo Grupo Tribuna

Encontro contou com as participações de destaque do superintendente da Santa Casa de Santos, Augusto Capodicasa, ao lado do ex-Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e do secretário de Saúde de Santos, Fábio Ferraz.

Para falar sobre saúde e seu financiamento pelo SUS, o Grupo Tribuna convidou o superintendente da Santa Casa de Santos, Augusto Capodicasa, o ex-Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o secretário de Saúde de Santos, Fábio Ferraz.

Este foi o último encontro deste ano do projeto A Região em Pauta, orgnizado pelo Grupo Tribuna, e aconteceu no dia 30 de novembro, de forma virtual, com transmissão ao vivo pelo facebook do Grupo Tribuna.

O encontro teve início com uma explanação do ex-Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sobre a pandemia. “Esse vírus não negocia nada com ninguém. Esse vírus é extremamente agressivo. Aglomerou, vai ter aumento de casos. É matemático”, alertou Mandetta, dizendo que hoje estamos pagando o preço por ter negligenciado os números de casos.

O superintendente da Santa Casa de Santos, Augusto Capodicasa abordou sobre a problemática da tabela SUS, utilizada pelas Santas Casas e hospitais filantrópicos, que precisa de revisão, principalmente neste momento com aumento expressivo dos insumos, dificuldade de mão de obra, profissionais de saúde da linha de frente estafados fisicamente e psicologicamente, além da necessidade de adequações das habilitações dos hospitais, para que sejam de acordo com as características do cenário regional.

A Santa Casa de Santos atende pacientes oriundos dos 9 municípios da Baixada Santista, entretanto não é habilitada para prestar assistência em algumas especialidades, mesmo tendo toda a estrutura e equipe necessárias. Capodicasa destacou o avanço das negociações da Santa Casa de Santos com a Secretaria de Saúde quanto às contratualizações, mas que ainda existem muitos pontos a serem melhorados. Uma proposta a ser discutida seria o Ministério da Saúde direcionar o recurso diretamente à instituição, conforme contratualização, ao invés do recurso ser administrado pelo órgão gestor municipal, como é o modelo atual.

Capodicasa também falou dos hospitais filantrópicos, e do exemplo de gestão do provedor Ariovaldo Feliciano, que resgatou o potencial da Santa Casa de Santos, e transformou em um hospital moderno, com equipamentos de ponta, que atende os usuários do SUS e convênios de forma igualitária e com qualidade. Afirmou ainda que o sistema SUS é perfeito, e o que precisa é a revisão e atualização da tabela SUS, além de melhorar a relação de habilitações, corrigindo pontos que podem atrapalhar a utilização do SUS.

O secretário de Saúde de Santos, Fábio Ferraz, falou do legado diante da pandemia, e também destacou a importância do SUS, e sobre os recursos do governo federal destinados para o combate à Covid-19, com os quais foram realizadas as contratualizações de leitos dedicados aos casos de coronavírus, mas que precisaram ser implementados. Ferraz também disse que a tecnologia da informação fortaleceria o SUS.

Em nova oportunidade, Mandetta, descreve o modelo histórico de hospitais filantrópicos, e coloca em pauta a tabela SUS afirmando que apesar da mesma estar 17 anos sem atualização, procedimentos de alta complexidade foram revisados. Destacou também que, quando Ministro, colocou o SUS em dia, e que é um sistema que remunera melhor que plano de saúde, mas é “maltratado”. Disse ainda que, os hospitais que assumem casos de pacientes SUS, que foram negados por outros hospitais, deveriam receber em dobro. Mandetta disse que consórcios de saúde poderiam ser uma boa alternativa para melhorar a saúde pública nos municípios.

Capodicasa pediu a palavra para observar alguns pontos abordados por Mandetta, alegando que o mesmo talvez não conheça a Santa Casa de Santos, e por isso possa ter uma impressão errada de como o SUS é tratado. Salientou que uma das primeiras ações do provedor Ariovaldo Feliciano foi recuperar e humanizar as unidades SUS. Lembrou também que a conta da filantropia é feita com 60% de leitos destinados para o SUS, portanto, quanto maior o hospital, mais leitos precisam ser destinados à filantropia. Em contrapartida, hospitais administrados por Organizações Sociais são melhor remunerados por leitos, do que os hospitais filantrópicos.

Já quanto à tabela SUS, desatualizada há mais de 17 anos, os valores dos procedimentos são irrisórios e regulam somente média e alta complexidade. O outro ponto é que as contratualizações são quantitativas, baseadas em um valor de teto máximo, mas com avaliações qualitativas, ou seja, desproporcionais.

Capodicasa lembrou sobre a verba do projeto de Lei assinado pelo então senador José Serra, que era para ser uma ajuda no dia a dia das Santas Casas e hospitais filantrópicos, em razão da defasagem da tabela do SUS, mas que acabou se transformando em recurso para o combate à Covid-19, administrado por outros órgãos gestores. Sendo assim, as instituições precisam conseguir recursos para complementar os valores, e continuar prestando assistência à população.


O conteúdo completo do encontro pode ser conferido em: 

www.facebook.com/watch/live/?v=289200939173786&ref=notif&notif_id=1606763231298562&notif_t=live_video

 

 

 

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