Que o leite materno é a melhor opção para o bebê que acabou de chegar todo mundo sabe. Superar as dificuldades que acompanham essa escolha pode ser desafiador para muitas mães, porém, a garantia de que o bebê será alimentado com o que há de melhor para ele conforta e ajuda na decisão. Sua importância vai muito além de nutrir o bebê.

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O aleitamento materno exclusivo é incentivado até que o bebê tenha 6 meses de idade. Normalmente, na primeira semana de vida, a secreção que o bebê ingere é chamada de colostro, e ela é perfeita para as necessidades nutricionais do bebê exatamente para este período. Um pouco diferente do leite, o colostro estimulará o intestino do bebê a eliminar substâncias ingeridas ainda na barriga da mãe, ajudando na formação deste órgão. Ele não precisa de água, chás ou leite de vaca para sentir-se alimentado e nutrido. Ele precisa do que sua mãe tem para lhe oferecer. Além de nutrir e ajudar na continuidade da boa formação do bebê, ele também será imunizado de doenças.

Segundo relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde), em 2008, 41% das crianças brasileiras foram alimentadas exclusivamente com leite materno até completar os 6 primeiros meses de vida. E alguns dos benefícios desta prática, segundo a Aliança Mundial em Aleitamento Materno (WABA) das Nações Unidas, incluem:

 

Economia no orçamento doméstico. O custo de fórmulas infantis ao ano nos EUA é de US$ 1500 a 3000 para alimentar apenas uma criança.

Maior desenvolvimento cognitivo, com pontuação superior de 2 a 5 pontos nos respectivos indicadores.

Redução à desigualdade de gênero, produzindo qualidade de vida para ambos os sexos.

Redução em quase 20% de risco de morte no primeiro mês para os bebês que foram amamentados na primeira hora de vida.

Redução nos riscos de doenças graves como câncer e doenças cardiovasculares e hipertensão. Mulheres que não amamentam se expõe a um risco de 4% para desenvolver câncer de mama e de 27% para câncer de ovário.

Maior preservação do planeta. Por ser um alimento renovável, o leite materno não requer embalagens ou transporte.

Além destas, ainda podemos citar:

 

Contato único e exclusivo a cada amamentação entre mãe e bebê, promovendo um vínculo duradouro, benéfico a ambos.

Proteção à saúde do bebê, evitando infecções, bactérias e vírus diversos, além de diarreias.

Rápida recuperação de doenças que o bebê por ventura adquira.

Melhor desenvolvimento do rosto, boca, mordida, musculatura facial e, especialmente, do sistema respiratório do bebê.

Para a mãe, risco menor de desenvolver anemias, osteoporose, depressão e hemorragias pós-parto, além de um regresso mais rápido do corpo à forma anterior à gravidez.

O bebê exposto à mamadeira acaba desaprendendo a sugar o seio, que produz menos leite à medida que a procura diminui. A melhor forma de evitar que o leite "seque" e amamentar sempre, quando o bebê pedir. Crianças são diferentes e alguns bebês mamam menos que outros. Quando isso ocorrer, uma opção para manter a produção constante é tirar o leite para doação, ajudando assim bebês que perdem suas mães muito cedo ou que tenham quaisquer outras complicações. Há bancos de leite em todo o Brasil.

O leite de vaca tem sido considerado vilão em muitas doenças, que vão desde a lesões no intestino a doenças respiratórias.

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Quando o leite de vaca é oferecido nos primeiros meses ou dias de vida, problemas poderão ocorrer e perdurar por toda a vida. Ao ouvir relatos de que os bebês que tomam esse leite dormem mais, engordam mais e dão menos trabalho o pensamento que deve vir é de que, por ser um leite muito mais gorduroso, o bebê dormirá mais realmente, pois o organismo precisa deste descanso para fazer o trabalho digestivo do alimento pesado demais para ele. O bebê pode engordar mais, porém não de forma saudável. Cada criança é única, independente da sua alimentação. Pode dar trabalho ou não, dependendo das suas características e do tratamento que receberá de seus cuidadores.

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Fonte: Blog Família